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16 de jan. de 2009

Drinks


O que passa pela sua cabeça quando alguém diz "Vamos tomar um drink?

15 de jan. de 2009

69 e que delícia!

Hoje, navegando pela internet, me chamou a atenção a idade da Tina Turner e o fato de ela estar começando uma turnê pela Alemanha com essa puta vitalidade e essa energia contagiante, sem contar os pernões que a mulher ainda exibe por aí sem o menor constrangimento. Juro que fiquei comparando a vitalidade da Tina com a minha preguiça galopante, já que a cada dia que passa fico mais e mais preguiçosa. Se bem que não tenho a mínima preocupação ou vergonha em dizer que quero mais é fazer nada mesmo. Fazer nada também coisa a ser almejada e merecida depois que se trabalha tanto. Acho que essa coisa de ficar falando que quando a gente se aposenta quer fazer coisas, coisas e coisas é bla bla. Encontro muita gente por ai que já se aposentou, não faz absolutamente nada e está muito feliz perambulando por ai sem rumo, horário ou compromisso. Fiquei pensando cá comigo se com 69 anos eu estarei... em primeiro lugar viva, e em estando... o que gostaria de estar fazendo:
  • estar alta e irreversivelmente aposentada e sem trabalho de nenhuma espécie
  • estar muito bem acompanhada, para aproveitar que estarei entrando no lucro
  • ter todo o tempo do mundo para fazer absolutamente nada
  • ter todo o tempo do mundo para fazer absolutamente tudo
  • estar com um cabelo curtíssimo, que não me dê trabalho ou horas de salão de beleza
  • estar com vontade de viajar, já que hoje não tenho nenhuma
  • estar usando, merecidamente, as vagas dos velhinhos nos shoppings
  • não estar nem caminhando e nem fazendo porra nenhuma, sem culpa por não estar

E por último, mas não menos importante:

  • estar com as pernas da Tina Turner

11 de jan. de 2009

As certinhas e as nem tanto

Se alguém pedisse a minha classificação, eu diria que me enquadro na classe das "nem tanto". As nem tanto podem dar altas gargalhadas e dar vazão aos seus espirros, sem ter que fazer aquele som disfarçadinho, com o nariz seguro entre os dedos, que soa mais ou menos como "ptchim". Nesse quesito - e aposto que em muitos outros - meu pai gostaria que eu fosse certinha, pois ele sempre odiou e criticou os meus espirros altamente sonoros Na verdade, eu conheço bem poucas certinhas, porque no decorrer da vida, quando fazemos as escolhas das pessoas que atendem as nossas expectativas e necessidades, acabamos sempre escolhendo aquelas que se parecem mais com a gente, portanto, as certinhas foram ficando para traz. Eu conheço uma certinha que tem cara de quem se diverte bem pouco. Vocês concordam que se uma mulher é contida nos seus espirros, ela será contida em todos os seus outros comportamentos? Essa certinha que eu conheço está sempre com cara de reprovação, porque vive rodeada das nem tanto. As nem tanto, por sua vez, não dão a mínima para a certinha e ainda fazem chacota das suas atitudes discretíssimas e dos seus espirros pouco sonoros. Sei também que o trânsito entre ser certinha e ser nem tanto é bastante difícil, e o trânsito entre ser nem tanto e ser certinha é quase impossível. Porém, ninguém precisa deixar de se divertir ou de espirrar bem alto, de vez em quando e só para variar, né?

9 de jan. de 2009

Me, myself e as padarias

Eu conheço muitas padarias. Conseqüentemente, muitas padarias também me conhecem. Não é engraçado como as padarias estão sempre abertas? Não me lembro de ter desejado ir a uma padaria e que a mesma estivesse fechada. Quando todos os lugares do mundo estão fechados, você pode recorrer a uma padaria. Além de estar sempre aberta ela está apta a vender os mais variados e diferentes itens. Velas é um desses itens. Toda padaria vende velas. Quem será que comprou tantas velas e, com tanta frequência, que fez com que as padarias passassem a pensar que vela é um artigo de primeira necessidade? Na padaria você pode tomar o café da manhã, almoçar, tomar o lanche da tarde e ceiar. Até o horário da sopa está garantido na padaria. Você poderia praticamente morar na padaria, que não faria nem tanta diferença. É na padaria, também, que você tem toda a sua identidade devassada. Depois de um tempo que você freqüenta a mesma padaria, o caixa já é capaz de chutar, com uma margem de acertos bem grande, que tipo de pessoa você é, o tamanho da sua família, se você está de dieta ou não, se você é fumante ou não, se você é do tipo que carrega dinheiro no bolso ou se paga até as continhas furrecas com cartão de crédito. Nas filas para pagar, raramente você encontra alguém paquerável. A mim parece que os paqueráveis não compram pães. Mas, tem sempre um velhinho aposentado, de bermudas, sandálias tipo franciscano, óculos de sol e pêlos nas orelhas, ensaiando uma paquerada ou um papo com você, fazendo aquelas caras e bocas de que a paquera vai colar. Lá na padaria, também são capazes de saber seus horários fixos e móveis, se você perdeu hora para o trabalho, se fez horas extras, se levantou muito tarde no final de semana ou se já fez seus exercício semanais. Porque sim, toda pessoa se exercitando, ao final do exercício, passa na padaria. Tenho uma amigo que diz que as mocinhas da padaria são todas muito comíveis quando tiram aqueles chapeuzinhos, mas esse meu amigo pensa em sexo até dentro da padaria, portanto a opinião dele não conta.

3 de jan. de 2009

Aglomerações

Vou começar 2009 com um post que alguns acharão maledicente - ou não. Afinal de contas é preciso afiar as garras para o ano que se inicia. Vocês já repararam como os bobinhos se contentam com qualquer coisa? É muito mais fácil agradar a um bobinho do que agradar a pessoas exigentes, inteligentes e maduras. Vejam o reveillon: será que as pessoas realmente estão com aquele otimismo todo? São milhões de pessoas que se deslocam da pqp para estar ali, durante aqueles 20 minutos de ópio, olhando para aquele pirotecnia tecnologicamente fenomenal. Ou será que ali só tem um monte de bobinhos? Eu até admiro a pessoa se comprometer a ter um lindo e energético ano, mas se enfiar no meio daquele monte de gente só para pedir um bom ano é um pouco demais. Sempre fui avessa a aglomerações, seja para pedir um bom ano, seja para brincar em um baile de carnaval, seja para assistir a um show de rock internacional. Sempre. bem no meio da excitação do negócio, aparece um gordo, suado e peludão, que vem encostando em você. Você vai se esquivando e o gordo vai tomando conta do pedaço. Ihh, agora parece que vou ser maledicente com os bobinhos e com os gordos, mas juro que não é isso. A verdade é que em meio a aglomerações sempre existem sujeitos que ocupam muito mais lugar que você. Já me enfiei em shows intenacionais e bailes de carnaval. Hoje, não me enfio mais. A gente cresce, amadurece, fica mais exigente, menos tolerante e quer da vida muito mais do que aglomerações ensandecidas a procura daquilo que está muito mais perto de nós , mas que não víamos porque estavámos afogados no meio de tanta gente. A vida com menos é muito mais... bobinho!!!

26 de dez. de 2008

Em 2009, eu te desejo asas

Ter asas é dançar na chuva…
É plantar uma arvore…
É ver a inocência nos olhos de uma criança…
É ficar bem quietinho ao lado da pessoa amada…
É subir uma montanha…
É encontrar os amigos e não falar nada importante, mas falar e falar muito…
É cantarolar uma música antiga …
É arrumar as gavetas, e dar um monte de roupa para quem precisa…
É andar sem rumo, só por andar…
É falar sozinho…
É sorrir para aquele velhinho lá da praça…
É ficar sentado na cozinha, assistindo a mãe fazer bolo…
Ah ! Ter asas é raspar a panela de brigadeiro com os dedos
É brincar...
É rir de si mesmo...
É ter um lugar secreto bem lindo e fugir para lá de vez em quando...
É ficar de bobeira…
É tomar um banho de cachoeira, nadar em um rio, ir para a praia, se cobrir de areia e pegar jacaré...
Ter asas é viver intensamente as coisas simples e belas do dia a dia ...
Ter asas é ficar em silêncio e ouvir dentro da gente, o nosso Deus interior ...
É isso que desejo para o Ano Novo que está chegando…
Que você tenha asas como as das águias!!!!
Que a lua e as estrelas emprestem um pouco do seu brilho, para iluminar o novo ano, e que Deus nos dê “asas de águia” para voarmos bem alto na construção de um mundo melhor.

13 de dez. de 2008

Feliz Dezembro

E de novo chegou dezembro. E de novo chegou o Natal. E de novo estamos todos atarefados com a lista de presentes, a lista de comidas, a lista de bebidas, a lista de ingredientes, a lista de amigos e parentes queridos e a lista de amigos e parentes chatos, que não sabemos onde enfiar. O corre corre é tão grande, que somente hoje, 13 de dezembro, é que tive tempo de postar um post que fale sobre dezembro. Dezembros sempre são esquisitos e este não seria diferente. Parece até que dezembro tem menos dias e horas que os outros meses do ano, já que ficamos sem tempo para quase nada. Em dezembro aparecem festas ainda mais chatas e maçantes do que no resto do ano. Nos outros meses, você até descarta algumas, mas em dezembro, quando você descarta um convite bate aquele remorsinho, já que dezembro é um mês para se compartilhar, se dividir e se doar. Em dezembro, precisamos ficar dóceis e amigáveis. Em dezembro, precisamos ficar receptivos e caridosos. Em dezembro, precisamos ficar ternos e amigáveis. Todos esperam que em dezembro a gente resgate o espírito de Natal. Alguns dezembros são ainda piores, porque você perdeu amigos e parentes queridos e essas perdas são ainda mais difíceis quando chega dezembro e você pensa que ainda poderia ter por perto essas pessoas tão queridas. Eu, particularmente, não gosto de dezembros, mas nem por isso vou deixar de me enfiar nesse burburinho e aproveitar ao máximo o meu. E que o Papai Noel seja muito generoso com todos nesse dezembro. Feliz Dezembro!