
O que passa pela sua cabeça quando alguém diz "Vamos tomar um drink?
Hoje, navegando pela internet, me chamou a atenção a idade da Tina Turner e o fato de ela estar começando uma turnê pela Alemanha com essa puta vitalidade e essa energia contagiante, sem contar os pernões que a mulher ainda exibe por aí sem o menor constrangimento. Juro que fiquei comparando a vitalidade da Tina com a minha preguiça galopante, já que a cada dia que passa fico mais e mais preguiçosa. Se bem que não tenho a mínima preocupação ou vergonha em dizer que quero mais é fazer nada mesmo. Fazer nada também coisa a ser almejada e merecida depois que se trabalha tanto. Acho que essa coisa de ficar falando que quando a gente se aposenta quer fazer coisas, coisas e coisas é bla bla. Encontro muita gente por ai que já se aposentou, não faz absolutamente nada e está muito feliz perambulando por ai sem rumo, horário ou compromisso. Fiquei pensando cá comigo se com 69 anos eu estarei... em primeiro lugar viva, e em estando... o que gostaria de estar fazendo:E por último, mas não menos importante:
Eu conheço muitas padarias. Conseqüentemente, muitas padarias também me conhecem. Não é engraçado como as padarias estão sempre abertas? Não me lembro de ter desejado ir a uma padaria e que a mesma estivesse fechada. Quando todos os lugares do mundo estão fechados, você pode recorrer a uma padaria. Além de estar sempre aberta ela está apta a vender os mais variados e diferentes itens. Velas é um desses itens. Toda padaria vende velas. Quem será que comprou tantas velas e, com tanta frequência, que fez com que as padarias passassem a pensar que vela é um artigo de primeira necessidade? Na padaria você pode tomar o café da manhã, almoçar, tomar o lanche da tarde e ceiar. Até o horário da sopa está garantido na padaria. Você poderia praticamente morar na padaria, que não faria nem tanta diferença. É na padaria, também, que você tem toda a sua identidade devassada. Depois de um tempo que você freqüenta a mesma padaria, o caixa já é capaz de chutar, com uma margem de acertos bem grande, que tipo de pessoa você é, o tamanho da sua família, se você está de dieta ou não, se você é fumante ou não, se você é do tipo que carrega dinheiro no bolso ou se paga até as continhas furrecas com cartão de crédito. Nas filas para pagar, raramente você encontra alguém paquerável. A mim parece que os paqueráveis não compram pães. Mas, tem sempre um velhinho aposentado, de bermudas, sandálias tipo franciscano, óculos de sol e pêlos nas orelhas, ensaiando uma paquerada ou um papo com você, fazendo aquelas caras e bocas de que a paquera vai colar. Lá na padaria, também são capazes de saber seus horários fixos e móveis, se você perdeu hora para o trabalho, se fez horas extras, se levantou muito tarde no final de semana ou se já fez seus exercício semanais. Porque sim, toda pessoa se exercitando, ao final do exercício, passa na padaria. Tenho uma amigo que diz que as mocinhas da padaria são todas muito comíveis quando tiram aqueles chapeuzinhos, mas esse meu amigo pensa em sexo até dentro da padaria, portanto a opinião dele não conta.
Vou começar 2009 com um post que alguns acharão maledicente - ou não. Afinal de contas é preciso afiar as garras para o ano que se inicia. Vocês já repararam como os bobinhos se contentam com qualquer coisa? É muito mais fácil agradar a um bobinho do que agradar a pessoas exigentes, inteligentes e maduras. Vejam o reveillon: será que as pessoas realmente estão com aquele otimismo todo? São milhões de pessoas que se deslocam da pqp para estar ali, durante aqueles 20 minutos de ópio, olhando para aquele pirotecnia tecnologicamente fenomenal. Ou será que ali só tem um monte de bobinhos? Eu até admiro a pessoa se comprometer a ter um lindo e energético ano, mas se enfiar no meio daquele monte de gente só para pedir um bom ano é um pouco demais. Sempre fui avessa a aglomerações, seja para pedir um bom ano, seja para brincar em um baile de carnaval, seja para assistir a um show de rock internacional. Sempre. bem no meio da excitação do negócio, aparece um gordo, suado e peludão, que vem encostando em você. Você vai se esquivando e o gordo vai tomando conta do pedaço. Ihh, agora parece que vou ser maledicente com os bobinhos e com os gordos, mas juro que não é isso. A verdade é que em meio a aglomerações sempre existem sujeitos que ocupam muito mais lugar que você. Já me enfiei em shows intenacionais e bailes de carnaval. Hoje, não me enfio mais. A gente cresce, amadurece, fica mais exigente, menos tolerante e quer da vida muito mais do que aglomerações ensandecidas a procura daquilo que está muito mais perto de nós , mas que não víamos porque estavámos afogados no meio de tanta gente. A vida com menos é muito mais... bobinho!!!
Ter asas é dançar na chuva…
E de novo chegou dezembro. E de novo chegou o Natal. E de novo estamos todos atarefados com a lista de presentes, a lista de comidas, a lista de bebidas, a lista de ingredientes, a lista de amigos e parentes queridos e a lista de amigos e parentes chatos, que não sabemos onde enfiar. O corre corre é tão grande, que somente hoje, 13 de dezembro, é que tive tempo de postar um post que fale sobre dezembro. Dezembros sempre são esquisitos e este não seria diferente. Parece até que dezembro tem menos dias e horas que os outros meses do ano, já que ficamos sem tempo para quase nada. Em dezembro aparecem festas ainda mais chatas e maçantes do que no resto do ano. Nos outros meses, você até descarta algumas, mas em dezembro, quando você descarta um convite bate aquele remorsinho, já que dezembro é um mês para se compartilhar, se dividir e se doar. Em dezembro, precisamos ficar dóceis e amigáveis. Em dezembro, precisamos ficar receptivos e caridosos. Em dezembro, precisamos ficar ternos e amigáveis. Todos esperam que em dezembro a gente resgate o espírito de Natal. Alguns dezembros são ainda piores, porque você perdeu amigos e parentes queridos e essas perdas são ainda mais difíceis quando chega dezembro e você pensa que ainda poderia ter por perto essas pessoas tão queridas. Eu, particularmente, não gosto de dezembros, mas nem por isso vou deixar de me enfiar nesse burburinho e aproveitar ao máximo o meu. E que o Papai Noel seja muito generoso com todos nesse dezembro. Feliz Dezembro!