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1 de jan. de 2013
29 de dez. de 2012
Bem me quer...mal me quer
Quem já não colocou a sorte amorosa nas mãos de uma pequenina margarida e deu asas à brincadeira para saber se um grande amor era correspondido? As meninas da minha época fizeram. Os meninos, sendo de outro planeta, tenho certeza que não, mas se fizeram, tiveram o cuidado de fazer bem escondidos. Por que será que meninas e meninos têm uma visão tão diferente das brincadeiras? das sortes e azares? das intuições? das necessidades delas e deles? do amor e da forma de vivê-lo? Por que será que Deus criou dois seres tão diferentes e esperou que juntos eles vivessem na mais completa harmonia? Os homens tendem a dizer que cabeça de mulher ninguém entende, mas a recíproca é mais do que verdadeira. A simplicidade de um pensamento masculino vai muito além das nossas elucubrações. A elaboração de um pensamento feminino vai muito além da linearidade de um pensamento masculino. Sempre achei que homens são de verbos e mulheres são de adjetivos. Mulheres são barulho e homens são silêncio. As mulheres são chuva e os homens guarda-chuva. O diálogo fica, no mínimo, difícil. Na maioria das vezes, achamos que estamos dialogando, mas estamos simplesmente pensando alto e sozinhas, pois o outro lado não está ouvindo o que está sendo dito, não da maneira como está sendo dito. Não sei dizer se é somente uma questão de sintonia, algumas vezes o repertório interno de uma pessoa faz com que ela ouça somente as coisas que quer. Outras vezes, até ouve corretamente, mas não consegue absorver e mal interpreta. O tempo passa, as brincadeiras mudam. Tenho certeza que as meninas de hoje não perguntam à margarida se o amor é correspondido. Deve haver um software desenvolvido para que a pergunta seja feita em um super tablet com androids, wifi e bluetooth, e cuja resposta chega com a foto do ser amado dando a resposta pessoalmente para a consulente. Eu, que já sou bem antiguinha e confio nos desígnios da natureza , continuaria pegando a margarida e perguntando - bem me quer. . . mal me quer. . .
26 de dez. de 2012
Feliz MMXIII !
Há 26 anos não tinha acontecido de um ano ter quatro diferentes dígitos, como é o caso de 2013. Não sei exatamente o que isso significa cabalisticamente falando, mas é, no mínimo, curioso. Eu, particularmente, não gosto muito de anos ímpares. As coisas mais marcantes e relevantes da minha vida sempre aconteceram em anos pares, com algumas pouquíssimas exceções. Vamos aguardar para saber quais exceções o ano de 2013 me trará. Esta semana que precede o ano novo é um bom momento para fazermos as resoluções de ano novo, aquelas que provavelmente não se concretização, mas que faz um bem danado para a gente quando começamos a listar. Dá um ar de grandes mudanças para melhor. Um ar de oportunidade para fazermos o que não conseguimos no ano anterior. Normalmente, algumas resoluções a gente carrega ano após ano e nada. A gente não concretiza, não dá baixa, não substitui, não tira da lista. Acho que é característica do ser humano gostar de pendências, ou não entender sua incapacidade para fazer certas coisas ou, ainda, menosprezar o fato de que algumas coisas não são para nós e ainda assim manter essas coisas em listas de resoluções. A minha lista de resoluções para 2013 nem é tão grande, pois tive tempo de fazer algumas coisas que sempre planejei em 2012. Não falo que anos pares sempre me favorecem? Outras, plantei em 2012 e vou colher em 2013, como é o caso de um programa de voluntariado que sempre pensei em fazer e nesse 2012 consegui me engajar. É muito bom concretizar planos. Dá uma sensação de objetivo cumprido. Algumas coisas gosto de planejar, listar e me lembrar que quero fazer. Outras, vieram e virão ao mais puro acaso. Com estas, não existe muito a ser feito. Temos que absorver, curtir, agradecer e pensar...Se elas estão aqui é porque tinham que estar. E que todos tenham um feliz, abençoado e agradável MMXIII.
17 de dez. de 2012
É Natal..de novo
Novamente, hora de dizer adeus a 2012, colocar a meia listrada na lareira e esperar pelo Papai Noel. Todos os anos, pelo menos por alguns dias, nos deparamos com a oportunidade de fazer um balanço do ano que passou. Repensamos nossos atos, nossas escolhas, nossas não-escolhas, mudanças, novas oportunidades ou algumas que acabamos por perder. No período de um ano, muitas pessoas entram ou saem das nossas vidas. Algumas partem definitivamente, outras se afastam somente. Outras, ainda, entram para nunca mais sair. Um ano passa rápido demais. Ele nos atropela, nos exaure, nos extasia, nos cansa, nos liberta, nos prende, nos fascina, nos surpreende, nos assusta. Ele somente não volta para pequenos reparos e acertos. Aquilo que você fizer de bem feito, está feito. As más feitorias também serão perpetuadas. Talvez, pelo meio do caminho, tenhamos deixado um ou dois desejos não realizados, que poderão ser renovados no próximo ano, ou simplesmente esquecidos, ou substituídos por outros.
Não existe muita lógica para o fechamento do balanço. As contas não tem que bater no final. Ele é feito a título de fechar o ano, encerrar mais um ciclo de meses e renovar esperanças. A gente tem a falsa impressão que, mudando o número do ano, mudaremos algumas coisas. Ou melhor, mudaremos todas aquelas coisas que não mudamos ao longo de uma vida. Não importa, é válido. Ao longo dos anos que se renovam, a gente tem muito o que renovar, tem muito o que aprender, tem muito sobre o que refletir. O bom de tudo isso é que nada é estático. A gente pode ir e voltar e rever e refazer e reviver. Que o Papai Noel lhe seja bem pródigo e que 2013 lhe seja bem leve.
20 de nov. de 2012
Simples assim
Eu quero que alguém me conte o que é simples assim. Até hoje, não encontrei nada que fosse simples assim, nada que se fizesse sozinho, nada que eu pudesse realizar num estalar de dedos. Quando se é bem pequeno, nada é simples. Aprender não é simples, dividir não é simples, obedecer é ainda mais difícil. Depois, quando chega a hora de
adolescer, a coisa se complica ainda mais. Não é simples ser criança, não é simples ser adulto, imagine então como não é simples não ser nem uma coisa e nem outra. É nessa época que entramos em um túnel cuja saída nem sabemos onde vai dar. Sair do túnel e da adolescência não é tão simples e quando nos tornamos pseudo-adultos chega então o momento de grandes escolhas. Faculdade, carreira, profissão, namorados, maridos e esposas. Instaura-se nesse momento um grande caos, pois somos adultos fazendo o que poderia se chamar de escolhas de uma vida. Chuta-se muito, erra-se mais ainda. Escolher não é simples e nunca será. As escolhas de hoje podem ser os nossos dissabores de amanhã. As escolhas de ontem não podem mais ser "desescolhidas" a menos que você esteja disposto a pagar um alto preço pelas "desescolhas" que fará, pois afinal de contas, nada é tão simples assim. As escolhas do futuro podem ser desenhadas hoje, mas podem não passar de sketchs. Se nada é assim tão simples, por que será que as pessoas complicam ainda mais aquilo que já não é nada simples? Algumas pessoas acham que é simples assim exterminar de suas vidas tudo aquilo que não é tão simples assim. Será?
Na Islândia...
Naquele preciso momento o homem disse:
"O que eu daria pela felicidade
de estar ao teu lado na Islândia
sob o grande dia imóvel
e de repartir o agora
como se reparte a música
ou o sabor de um fruto.!
Naquele preciso momento
o homem estava junto dela na Islândia -
Jorge Luis Borges
28 de out. de 2012
Once upon a time. . .
Quem um dia não desejou achar o gênio da lâmpada para poder fazer os tão sonhados 3 pedidos e garantir que tudo que você deseja viesse ao seu encontro. Pois é... não é bem assim. Saiba que se você achar uma dessas lâmpadas mágicas, você não poderá pedir "morte ou vida", "amor", "mais de 3 desejos" e não poderá, também, desfazer os desejos uma vez que tenham sido feitos. Um certo dia, conversando com um desses gênios da lâmpada, ele me disse que dos 1001 desejos que ele já tinha atendido, todos, sem exceção, acabaram mal. Acredito que todas as pessoas passariam por cima dessa informação e certamente fariam os 3 pedidos, mesmo sabendo que eles acabariam mal. Pessoas tendem a ser assim. Não adianta saber, tem que experimentar. Esse mesmo gênio me confidenciou, também, que, se ele pudesse fazer um único pedido que fosse, e mesmo sabedor das consequências do pedido, ele pediria liberdade tendo em vista que não poderia pedir "amor". Quando livre, ai sim ele iria procurar o amor. Por que será que as pessoas, e até mesmo os gênios, procuram tanto o amor? Será que precisam da química que ocorre quando se apaixonam, como se fosse uma droga que vicia? Será que o gênio sabe da existência da adrenalina, norepinefrina, dopamina, oxitocina, serotonina e das endorfinas, que mexem com o nosso cérebro e corpo? Será que os gênios também querem passar por sensações que vão da total euforia à mais profunda depressão em questão de minutos? Não seria a vida sem amor e dentro da lâmpada muito mais tranquila e sossegada? E por que será que o amor não pode ser pedido para a lâmpada? Seria tão mais fácil encomendar um amor que coubesse direitinho nas nossas expectativas. Embora nem os humanos e nem os gênios saibam bem do que se trata tudo isso e como obter respostas, uma coisa é certa - quando ele acontece, entra na sua vida sem pedir permissão e pode ser também que ele não possa ser pedido para a lâmpada por ser maior que um desejo de gênio. Quem é que sabe!!!
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