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31 de dez. de 2010

Valeu 2010!




Pensando bem...a gente deveria, ao final do ano, comemorar as nossas conquistas passadas, o fechamento de um bom ano, tudo que ganhamos e, principalmente, tudo que não perdemos ao longo do caminho. Deveríamos agradecer aos amigos que nos acompanharam por tudo que eles fizeram e que nos ajudaram a superar as dificuldades de mais um ano da nossa jornada. Fico pensando que sem eles, a jornada seria muito mais difícil. Deveríamos celebrar não somente as nossas conquistas, mas as conquistas de todos aqueles que nos são caros. Essa coisa de comemorarmos o ano que virá é mais ou menos como aquelas comemorações que fazemos ao entrar na faculdade. Todo mundo comemora muito a entrada e poucos são aqueles que saem graduados. As dificuldades da jornada impedem que muitos cheguem até o final do caminho. Acho que foi no ano que entrei na faculdade que percebi que comemorar antecipadamente era quase inoportuno. Fui até o prédio onde funcionava um desses cursinhos porque no meu tempo não tinha internet para ver o resultado do vestibular. Olhei a lista, procurei o N, procurei meu nome e achei. Fiz cara de nada. A garota que estava ao meu lado perguntou..
- Você não entrou?
- Entrei... - respondi com a minha cara de nada - Agora quero ver eu sair!!!
Está certo que fiquei contentinha, mas de verdade - comemorei muito quando aquela aporrinhação acabou e eu finalmente me formei.
Não que eu não deseje a todos que me lêem um feliz 2011. Eu desejo sim. Mas desejo também que 2010 tenha sido iluminado, cheio de saúde, de amigos não perdidos, de amores mantidos e que você tenha guardado uma energiazinha para 2011 porque ele está bem aí.

25 de dez. de 2010

Querido Papai Noel...




Mais uma vez o Natal chegou e mais uma vez os nossos pedidos se amontoam sabe-se lá onde para que o Papai Noel escolha a nossa cartinha. Você não precisa necessariamente escrever uma cartinha de verdade porque você já está muito crescido e envergonhado para tanto, porém, bem lá dentro do seu coração você tem um pedido ou dois que você gostaria de ver atendido. Não importa quão adulto estejamos, sempre vamos querer que alguém atenda os nossos pedidos, seja o Papai Noel ou seja lá quem for. Que solteiro não quer um amor verdadeiro? que desempregado não quer um emprego adequado? que solitário não quer um amigo para todas as horas? que apaixonado não quer que o seu amor dure para sempre? Eu tenho certeza que o Papai Noel existe e que um dia ou outro ele vai pegar a nossa cartinha e com muito carinho ele vai ler e atender o nosso pedido. É claro que você não pode ficar enchendo o saco do Papai Noel com pedidos que você nem sabe se quer de verdade. O Papai Noel é muito esperto e ele sabe muito bem quais pedidos deverão ser atendidos e quais pedidos deverão ser descartados. Às vezes os nossos desejos se tornam realidade e mostram-se totalmente equivocados, nos tornando infelizes e descontentes. Tenha muito cuidado, ao escrever a sua cartinha, para que um Papai Noel distraído não escolha a sua e jogue bem dentro da sua chaminé algo que você não queria de verdade. O Papai Noel não aceita devoluções. Chaminés funcionam bem de cima para baixo. Já o contrário vai te dar muito trabalho e pode muito bem não querer voltar lá para cima. Que nesse Natal você use a sua chaminé com sabedoria e não peça nada que você não possa se livrar. Feliz Natal!

21 de nov. de 2010

Cuidado comigo!!!



Cuidado comigo!!! Um dia desses, eu vou ter que ser enjaulada ou vou comprar uma camisa de força e pular para dentro dela. Ando realmente sem paciência ultimamente. Não que anteriomente eu tivesse mais paciência. O que ocorre hoje em dia é que estou perto de ter nenhuma. Disseram-me que à medida que a gente vai ficando mais velhinha, a gente vai ficando mais relaxada e pacienciosa. Comigo vem acontecendo exatamente o contrário. Tenho vontade de socar as pessoas, a começar pelo porteiro da noite do meu prédio. Eu sou toda autônoma e eu já falei para ele que não quero, em hipótese nenhuma, que ele abra ou feche o portão do prédio para mim. Já falei com jeito, sem jeito, bem boazinha, bem bravinha mas ele parece não absorver a informação. Todos os dias quando eu chego em casa e abro o portão, ele abre junto. Dia desses mudei de tática e não abri e pasmem, nesse dia ele também não abriu e eu fiquei olhando para a cara do portão imóvel, porque eu não abria e ele não abria. Aí quando eu resolvi abrir, ele resolveu abrir. E novamente a coisa travou. Agora mudei até de caminho. Dou a volta ao mundo e sigo por um caminho muito mais longo, mas no qual ele não me vê chegar. Achei que tinha resolvido todos os meus problemas, porque naquela feliz e específica noite... deu certo. Celebrei o momento e a solução do meu problema. No dia seguinte, sigo novamente pelo longo e distante caminho rumo ou meu portão. E quando achei que tudo estava resolvido, ele abriu junto comigo e lá estava eu novamente engastalhada em frente ao portão travado como nunca. Eu realmente não estou conseguindo resolver esse impasse, que para vocês pode parecer bem simples. Sexta-feira à noite, quando cheguei e quando tudo já não tinha dado certo a tarde toda, consegui não ficar travada em frente ao portão - provavelmente era o folguista que estava lá. Entrei toda feliz, estacionei, fechei o carro, recolhi meus trecos (eu sempre tenho trecos para recolher) e rumava feliz em direção ao elevador, quando vi que o portão estava aberto. Era ele, o danado do porteiro. Creio que por desaforo ou por algum tipo de vingança, ele havia deixado o portão aberto. E eu, com trecos e tudo tive que voltar, abrir o carro, pegar o controle, fechar o portão, guardar o controle, fechar o carro e obviamente - matar o porteiro.

27 de set. de 2010

Virilha de homem



Fazia um tempão que eu não entrava no meu blog. Questão de preguiça, falta de ânimo, de tempo, saco cheio, falta de novidades, enfim... eu ando meio que assim mesmo. Hoje porém, resolvi dar uma logada e vi que os simpáticos do google resolveram colocar uma estatística interna para que possamos ver que assuntos no blog estão dando o que falar (ou ler), como preferirem. E não é que para minha surpresa o assunto mais visitado no meu blog são as virilhas? Foram 2.959 visualizações só nas minhas virilhas, wow... E eu que sempre pensei que as bundas fossem campeãs na vida e nos blogs. Achei que tanto bundas masculinas quanto femininas dessem mais o que falar do que virilhas. Aqui, eu já escrevi sobre ambas e o assunto mais visitado depois do tema das virilhas são as bundas de homem. Deve haver um público bem grande interessado em bundas masculinas. Que me perdoem os héteros, mas estou falando sério. Bunda de homem é um assunto muito visitado, assim como as bundas propriamente ditas, creio eu. Se o assunto virilha é bem visitado, só perdendo para bunda de homem, que tal se eu escrevesse sobre virilha de homem? Não que eu seja uma expert em virilhas masculinas, porque acredito que homem não é muito ligado no fato de mulheres serem ligadas em virilhas masculinas. Vou fazer uma pesquisa de campo e assim que eu tiver alguma informação relevante, eu publico. Se você for homem, e quiser me dar seu parecer sobre a sua própria virilha, fique à vontade.

25 de jul. de 2010

Mario Prata escreveu "Definições"




Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta
um capítulo.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não... Amor é um exagero... também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação,
Esse negócio de amor, não sei explicar.

9 de jun. de 2010

Sex and the City 2



Pelo segundo ano consecutivo, me vejo na sessão maternidade das 14:00h do filme Sex and the City. Ano passado, lá estava eu tentando ver Sex and the City O Filme e sendo impedida porque eu não tinha filhos. Como é que é? Eu não tenho filhos e por isso vocês vão me impedir de ver um filme? Isso mesmo, na cara dura a "mocinha" da bilheteria virou para mim e disse. "Você não pode entrar porque você nao tem filhos!". Em primeiro lugar como é que ela sabe que eu não tenho? Em segundo lugar eu estava pronta para armar um barraco quando apareceu para ajudar-me a "mocinha" da organização da sessão maternidade. Ela, gentilmente, explicou-me que aquela sessão era para mães com filhotes bebês, que a luz era mais clara, o som mais baixo, enfim, tudo para o conforto dos bebês que já estão enfiados na sala de projeção para assistir Sex and the City. Fui. Só de marra. Até que não era de todo mau. Entre chorinhos, soluços, cheirinho de fraldas sendo trocadas e mães e babás ninando os bebês pelos corredores, eu sobrevivi. Este ano a história se repetiu. Não fui impedida desta vez, somente informada que tratava-se da sessão especial para mães. Esse ano a coisa estava um pouco diferente. Havia também os pais ninando os bêbes, sinal dos tempos modernos, havia bem à minha frente, uma mãe que para assistir o filme em paz ofereceu o celular para a bebezinha chupar. No momento que a bebê conseguia acender o celular, a chupada era frenética e a mãe distraída com o filme nem se deu conta. Havia uma senhora bem engraçada, que devia ser a avô e que fazia todos os comentários que lhe vinham à cabeça, em voz alta, bem alta. Escutei coisas do tipo - olha..a Carrie dorme de sutiã - olha.. que pernas fininhas tem a fulana - olha.. a bermuda horrorosa da Samantha, entre outos comentários que o cinema inteiro ouvia. Impagável mesmo foi quando a Samantha trocava olhares e chamegos com um bonitão e ao mesmo tempo acariciava com a língua e chupava maliciosamente a ponta de um narguilé. Nesse momento, a velhinha não se conteve e soltou um sonoro - AI QUE NOJO!!!

29 de mar. de 2010

Pedaços de gente



Março está acabando e eu preciso urgentemente postar alguma coisa, com a pena de meus poucos, seletíssimos e queridíssimos leitores pensarem que abandonei o barco. Pois é, não abandonei. E em não abandonando, fico cá pensando - escrever o quê? sobre o quê? ou sobre quem? Quando a gente pensa em ter um blog, fica pensando nas tantas coisas que se poderia falar por aqui. São tantos os temas e os assuntos, que chega uma hora que você pensa - Não quero falar sobre porra nenhuma, pois sobre qualquer assunto que eu pense em falar, alguém já falou primeiro. Então pensei, tem uma coisa que ninguem falou e nem eu falei, que é: Por que sera que eu gosto tanto de pedaços de pernas? Aqui no meu PC eu tenho centenas de pernas fotografadas, de todas as maneiras, cores, formas e poses possíveis. Quem visita meu blog há algum tempo deve saber do que estou falando. Não posso ver uma foto de um teco de pernas que eu fico fascinada. Tá certo que gosto muito de pernas masculinas também, mas as pernas femininas têm um atrativo que não sei explicar. E não podem ser pernas com o resto do corpo. Tem mesmo é que ser pedaços de pernas. Acho gráfico, curioso, despojado e solto. Não existe compromisso com o resto. Aliás, pensando cá comigo, em meus inúmeros cursos de fotografias pelos quais passeei, sempre gostei de pedaços de gente, mais do que gente inteira. Não sei explicar, se alguem souber, me explique...