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29 de abr. de 2020

Dica de gerenciamento do pensamento negativo


Pare de pensar ou imaginar o pior cenário possível. Quando você se sente ansioso por perder coisas que lhe são preciosas, sua mente pode imaginar o pior. Para se acalmar, volte ao presente. Comece com algo simples. Cite cinco coisas no seu ambiente: há um computador, uma cadeira, uma foto do cachorro, um tapete velho e uma caneca de café. Respire. Perceba que, no momento presente, esta sala é a sua realidade. Neste momento, você está bem. Use seus sentidos, pense em como esses objetos se sentem. A mesa é dura. Sinta a respiração entrar em seu nariz. O objetivo é encontrar equilíbrio em seus pensamentos. Se você sentir uma imagem negativa tomando forma, pense em uma imagem positiva. Deixe de lado o que você não pode controlar. E seja compassivo e paciente consigo mesmo e com os outros. Ser generoso com seus pensamento pode ajudar a afastar muitos de seus pensamentos negativos.


Fonte: This tip is adapted from “That Discomfort You’re Feeling Is Grief,” by Scott Berinato

8 de abr. de 2020

Nosso Luto pela Pandemia





Depois de 4 anos sem inspiração para escrever neste blog, volto a visitá-lo e, quem sabe até ressuscitá-lo, em meio a uma pandemia que assolou o nosso planeta. Nesse momento, todas as vertentes criaram voz e cada um dá a sua opinião sobre a crise, como se estivéssemos jogando uma grande partida mundial de futebol.

Não estamos. Estamos, sim,  diante de um grande luto por perdas que ainda nem sabemos quais serão. Uma pessoa querida falou que "estamos entre o tic e o tac do relógio". Deve ser bem assim que a maioria se sente.

Quero contar que você não está sozinho nessa e que durante esse processo você transitará pelas 5 fases do luto, cunhadas por Elizabeth Kubler Ross, médica, pioneira na investigação da morte e do morrer. Porém uma perda não é somente proveniente da morte. Uma perda pode ser significativa e diferente para cada ser humano. Nesse momento, vivemos coletivamente, a perda da nossa liberdade, do nosso futuro que ficou suspenso, de nossos planos e projetos e de nossos ideais. Estamos todos suspensos por tempo indeterminado.

Todos nós, sem exceção, iremos experimentar e transitar por pelo menos uma ou várias das cinco fases que são as seguintes:

Negação: A perplexidade tomou conta de todos e a primeira coisa que pensamos foi que não era verdade, não podia estar acontecendo, no Brasil não temos nada assim ou até mesmo, no Brasil sempre dá tudo certo e não seremos atingidos.

Raiva: Em alguns momentos sentiremos muita raiva, da pandemia, dos chineses, dos políticos, das lideranças, dos nossos familiares, dos amigos, dos cônjuges ou de todos juntos. É uma raiva pessoal e cada pessoas irá expressá-la de uma forma.

Barganha: Nessa fase faremos promessas, rezaremos muito, recorremos a Deus ou quem for do nosso credo para que, em troca de algo que façamos, recebamos um milagre, uma mudança radical no rumo que a coisa toda tomou.

Depressão: Depois de percebermos que as coisas todas que fizemos, pensamos ou oramos não funcionou poderemos se visitados por um período de depressão. Momentos de choro, tristeza, isolamento e reflexão estarão presentes nessa fase.

Aceitação: Apesar da consciência que esse não é um momento feliz, cada um encontrará uma forma de conviver com a realidade dos fatos. Nessa fase, passamos a trabalhar com uma expectativa mais tranquila e que acaba aumentando a nossa capacidade para novos olhares e perspectivas.

Vale lembrar que as fases não são lineares, nem todos passarão por todas e as pessoas poderão transitar entre elas em diferentes momentos. Muito provavelmente, todos passarão por pelo menos duas delas.

Como você pode ver, você não está sozinho e transitar por essas fases, encarando nossas perdas,faz de nós mais humanos e menos solitários.




17 de fev. de 2016

Pecado


Quero inventar meu próprio pecado

Quero morrer do meu próprio veneno.

13 de dez. de 2015

2 de nov. de 2015

Véspera de Finados


Amanhã será dia de lembrarmos oficialmente dos nossos mortos. E é essa memória que os manterá vivos até que nós mesmo não estejamos mais aqui para nos lembrarmos deles. E então quando já não estivermos mais aqui só restará a possibilidade de que alguém, em algum lugar, se lembre de nós, pelo que fomos de bom, de ruim e de memoráveis.  E assim seguirá a roda da vida e da morte. Mas o curioso mesmo dessa minha vinda até aqui, depois de muito tempo sem inspiração para escrever é que hoje, depois de perambular de pijamas (ainda estou) para lá e para cá, sentei-me em frente ao computador. Como rotina, sempre tenho uns cinco ou seis livros empilhados na minha estante, que são os que estão sendo lidos ou preferidos e assim sendo, faço pequenas viagens entre a tela do computador e a estante de livros ao meu lado. Esse é um dos meus lugares escolhidos para ler, pois posso fazer consultas, distrair-me, dar um tempo da leitura enquanto navego.  Hoje, olhei para a direita e peguei um livro de crônicas da Martha Medeiros e abri aleatoriamente, para um leitura rápida. Abri uma página qualquer e a crônica se chamava "O último a lembrar de nós" e falava exatamente sobre a véspera de finados e exatamente como eu percebo a lembrança após a morte.  A data em que a Marta escreveu a crônica era 01.11.2009, exatos seis anos antes.  Engraçada como a sincronicidade está presente em nossas vidas sem que prestemos atenção a ela. Preferimos chamá-la de "coincidência". Se ficarmos atentos veremos que elas são muito mais que coincidências. Hoje, por exemplo, era o dia de eu refletir o que o livro Feliz por Nada, da Martha tinha a me dizer. Essa crônica dizia "a gente vive até o dia que morre a última pessoa que lembra de nós". Interessante "coincidência"...

19 de jul. de 2015