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19 de jan. de 2009

PAC²

Tanto fuçei na internet por causa da cueca com enchimento frontal, que acabei achando essa, com enchimento bundal. Que as mulheres sempre jogaram sujo nesse quesito, eu sempre soube. Mas meninos... que decepção! Jogar sujo nesse quesito é coisa de mulher. Sempre achei que os homens teriam muito mais decência e não se sujeitariam a tal descalabro. Tudo bem que as cuecas de enchimento frontal preenchem um quesito de maior relevância. Mas bunda??? Quem falou que as mulheres andam atrás de bundas masculinas empinadas? Tá certo que uma bunda masculina real é bem interessante de se olhar, mas agora ficou tudo muito estranho. Quem quer perder tempo admirando uma bunda masculina que poderá vir a ser um monte de espuma? Que grande sacanagem essa que vocês inventaram agora, viu! Era o que nos faltava! E se o mesmo camarada inventar que vai usar uma cueca com enchimento frontal e bundal ao mesmo tempo? Como é que ficamos nós? Se já não era tarefa difícil acreditar nos homens, a partir de agora, vai ficar impossível. E como é que vai ficar essa relação?

PAC

De que vale tudo isso... se você não está aqui? Vocês até podem pensar que isso é uma música do Roberto Carlos, mas não é. Isso é uma somente uma pergunta para as cuecas com enchimento. Na verdade, nunca vi um exemplar dessa cueca para vender. Será que vendem escondido? Calcinhas com bunda são vendidas em qualquer lugar e aos quatro cantos, mas cuecas com enchimento frontal devem estar sendo vendidas às escondidas por ai, tipo cocaína ou crack. Ainda bem que até agora eu só vi essas cuecas na internet e de longe. E olha que sou daquelas que ficam ligadas nos lançamentos e nos acessórios masculinos (principalmente nos que não são de mentira). Mas qual será a finalidade de se andar por ai exibindo um equipamento que não pertence ao cara. Tenho a impressão que é a mesma coisa que sentir-se com um milhão de dólares no bolso, quando na verdade só se tem alguns trocados. E na hora de tirar a cueca? Como será que o cara se explica? Ou não se explica? Ou não tira? Ou será que pensam que depois de conquistadas, as mulheres se rendem ao charme e ao encanto do rapaz, mesmo que mal dotadinho? Conselho aos mal dotados: encarem a situação de frente, não mintam com essas coisas. Isso é coisa séria, e se vocês tiverem que enganar uma mulher, que não seja com uma cueca dessas... E eu que achei que o PAC (Pacote de Aceleração do Crescimento) era somente coisa da Dilma Rousseff.

16 de jan. de 2009

Drinks


O que passa pela sua cabeça quando alguém diz "Vamos tomar um drink?

15 de jan. de 2009

69 e que delícia!

Hoje, navegando pela internet, me chamou a atenção a idade da Tina Turner e o fato de ela estar começando uma turnê pela Alemanha com essa puta vitalidade e essa energia contagiante, sem contar os pernões que a mulher ainda exibe por aí sem o menor constrangimento. Juro que fiquei comparando a vitalidade da Tina com a minha preguiça galopante, já que a cada dia que passa fico mais e mais preguiçosa. Se bem que não tenho a mínima preocupação ou vergonha em dizer que quero mais é fazer nada mesmo. Fazer nada também coisa a ser almejada e merecida depois que se trabalha tanto. Acho que essa coisa de ficar falando que quando a gente se aposenta quer fazer coisas, coisas e coisas é bla bla. Encontro muita gente por ai que já se aposentou, não faz absolutamente nada e está muito feliz perambulando por ai sem rumo, horário ou compromisso. Fiquei pensando cá comigo se com 69 anos eu estarei... em primeiro lugar viva, e em estando... o que gostaria de estar fazendo:
  • estar alta e irreversivelmente aposentada e sem trabalho de nenhuma espécie
  • estar muito bem acompanhada, para aproveitar que estarei entrando no lucro
  • ter todo o tempo do mundo para fazer absolutamente nada
  • ter todo o tempo do mundo para fazer absolutamente tudo
  • estar com um cabelo curtíssimo, que não me dê trabalho ou horas de salão de beleza
  • estar com vontade de viajar, já que hoje não tenho nenhuma
  • estar usando, merecidamente, as vagas dos velhinhos nos shoppings
  • não estar nem caminhando e nem fazendo porra nenhuma, sem culpa por não estar

E por último, mas não menos importante:

  • estar com as pernas da Tina Turner

11 de jan. de 2009

As certinhas e as nem tanto

Se alguém pedisse a minha classificação, eu diria que me enquadro na classe das "nem tanto". As nem tanto podem dar altas gargalhadas e dar vazão aos seus espirros, sem ter que fazer aquele som disfarçadinho, com o nariz seguro entre os dedos, que soa mais ou menos como "ptchim". Nesse quesito - e aposto que em muitos outros - meu pai gostaria que eu fosse certinha, pois ele sempre odiou e criticou os meus espirros altamente sonoros Na verdade, eu conheço bem poucas certinhas, porque no decorrer da vida, quando fazemos as escolhas das pessoas que atendem as nossas expectativas e necessidades, acabamos sempre escolhendo aquelas que se parecem mais com a gente, portanto, as certinhas foram ficando para traz. Eu conheço uma certinha que tem cara de quem se diverte bem pouco. Vocês concordam que se uma mulher é contida nos seus espirros, ela será contida em todos os seus outros comportamentos? Essa certinha que eu conheço está sempre com cara de reprovação, porque vive rodeada das nem tanto. As nem tanto, por sua vez, não dão a mínima para a certinha e ainda fazem chacota das suas atitudes discretíssimas e dos seus espirros pouco sonoros. Sei também que o trânsito entre ser certinha e ser nem tanto é bastante difícil, e o trânsito entre ser nem tanto e ser certinha é quase impossível. Porém, ninguém precisa deixar de se divertir ou de espirrar bem alto, de vez em quando e só para variar, né?

9 de jan. de 2009

Me, myself e as padarias

Eu conheço muitas padarias. Conseqüentemente, muitas padarias também me conhecem. Não é engraçado como as padarias estão sempre abertas? Não me lembro de ter desejado ir a uma padaria e que a mesma estivesse fechada. Quando todos os lugares do mundo estão fechados, você pode recorrer a uma padaria. Além de estar sempre aberta ela está apta a vender os mais variados e diferentes itens. Velas é um desses itens. Toda padaria vende velas. Quem será que comprou tantas velas e, com tanta frequência, que fez com que as padarias passassem a pensar que vela é um artigo de primeira necessidade? Na padaria você pode tomar o café da manhã, almoçar, tomar o lanche da tarde e ceiar. Até o horário da sopa está garantido na padaria. Você poderia praticamente morar na padaria, que não faria nem tanta diferença. É na padaria, também, que você tem toda a sua identidade devassada. Depois de um tempo que você freqüenta a mesma padaria, o caixa já é capaz de chutar, com uma margem de acertos bem grande, que tipo de pessoa você é, o tamanho da sua família, se você está de dieta ou não, se você é fumante ou não, se você é do tipo que carrega dinheiro no bolso ou se paga até as continhas furrecas com cartão de crédito. Nas filas para pagar, raramente você encontra alguém paquerável. A mim parece que os paqueráveis não compram pães. Mas, tem sempre um velhinho aposentado, de bermudas, sandálias tipo franciscano, óculos de sol e pêlos nas orelhas, ensaiando uma paquerada ou um papo com você, fazendo aquelas caras e bocas de que a paquera vai colar. Lá na padaria, também são capazes de saber seus horários fixos e móveis, se você perdeu hora para o trabalho, se fez horas extras, se levantou muito tarde no final de semana ou se já fez seus exercício semanais. Porque sim, toda pessoa se exercitando, ao final do exercício, passa na padaria. Tenho uma amigo que diz que as mocinhas da padaria são todas muito comíveis quando tiram aqueles chapeuzinhos, mas esse meu amigo pensa em sexo até dentro da padaria, portanto a opinião dele não conta.

3 de jan. de 2009

Aglomerações

Vou começar 2009 com um post que alguns acharão maledicente - ou não. Afinal de contas é preciso afiar as garras para o ano que se inicia. Vocês já repararam como os bobinhos se contentam com qualquer coisa? É muito mais fácil agradar a um bobinho do que agradar a pessoas exigentes, inteligentes e maduras. Vejam o reveillon: será que as pessoas realmente estão com aquele otimismo todo? São milhões de pessoas que se deslocam da pqp para estar ali, durante aqueles 20 minutos de ópio, olhando para aquele pirotecnia tecnologicamente fenomenal. Ou será que ali só tem um monte de bobinhos? Eu até admiro a pessoa se comprometer a ter um lindo e energético ano, mas se enfiar no meio daquele monte de gente só para pedir um bom ano é um pouco demais. Sempre fui avessa a aglomerações, seja para pedir um bom ano, seja para brincar em um baile de carnaval, seja para assistir a um show de rock internacional. Sempre. bem no meio da excitação do negócio, aparece um gordo, suado e peludão, que vem encostando em você. Você vai se esquivando e o gordo vai tomando conta do pedaço. Ihh, agora parece que vou ser maledicente com os bobinhos e com os gordos, mas juro que não é isso. A verdade é que em meio a aglomerações sempre existem sujeitos que ocupam muito mais lugar que você. Já me enfiei em shows intenacionais e bailes de carnaval. Hoje, não me enfio mais. A gente cresce, amadurece, fica mais exigente, menos tolerante e quer da vida muito mais do que aglomerações ensandecidas a procura daquilo que está muito mais perto de nós , mas que não víamos porque estavámos afogados no meio de tanta gente. A vida com menos é muito mais... bobinho!!!